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Campanha da Fecomércio/AC estimula sociedade a autorizarem doação de órgãos

Campanha da Fecomércio/AC estimula sociedade a autorizarem doação de órgãos

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Com objetivo de aumentar a adesão das famílias acreanas à doação de órgãos, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio/AC), em parceria com a Central de Transplantes do Acre, lança nesta sexta – feira, 20, no auditório da instituição, uma campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos.

De acordo com o presidente da Fecomércio/AC, Leandro Domingos, a iniciativa pode ajudar ainda mais a realização de cirurgias que salvam vidas e diminuem a permanência de pacientes em listas de espera.

“A doação de órgãos é um gesto nobre, humano e uma demonstração de compromisso com a vida. É com esse sentimento que juntamos os esforços, juntamente com a central de Transplantes, para essa campanha de conscientização das famílias acreanas. Esperamos que aumente o numero de doares em nosso Estado e que, de alguma forma, possamos contribuir para que muitas vidas possam renascer”, enfatiza Domingos.

Transplantes no Acre

A Central de Transplantes do Acre, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de órgãos (ABTO), está em 2º Lugar no ranking por milhão de habitantes nas notificações de morte encefálica desde 2012. O Acre, no cenário nacional, tem se mostrado grande potencial a ser desenvolvido. A dificuldade de maior relevância é a recusa familiar, 70%, sendo que no Brasil, esta média é de 44%.

Para a superintendente da Fecomercio/AC, Marta de Oliveira, essa é uma ação que faz parte dos trabalhos sociais nos quais a federação busca se envolver. “Em conversa com o nosso presidente, Leandro Domingos, a Federação decidiu abraçar a campanha, que tem tanta importância tendo em vista que as doações no nosso Estado ainda são pequenas se comparadas às necessidades”.

A doação de órgãos é algo que não depende exclusivamente da decisão do doador, é preciso que haja consentimento familiar. A Central de Transplantes, em 10 anos, realizou 252 transplantes: 166 córneas, 76 rins e 10 fígados. E mesmo assim, 60 pessoas estão na lista de espera.

Para a coordenadora da Central de Transplantes, Regiane Ferrari, as campanhas educativas são importantes para orientar melhor a população sobre o procedimento dos transplantes. “O objetivo desta parceria, deste alcance social junto à Federação do Comércio, é justamente o de aumentar o alcance da campanha e, com isso, atingir mais pessoas e consequentemente aumentar o número de transplantes e melhorar a qualidade de vida das pessoas que estão na lista de espera hoje”, explica.

Campanha

A campanha é uma iniciativa da Fecomércio e conta com o apoio de colaboradores do Sistema Fecomércio, Sesc e Senac como modelos da campanha. O gerente financeiro do Senac, Albert Azenha, diz que participar da campanha foi uma atitude muito significativa.

“Quando escolhemos doar órgãos, escolhemos doar vida a uma outra pessoa, optamos por renovar a esperança de alguém. Podemos através da campanha solidificar essa mensagem como um ato nobre e de amor fraterno. Acredito que o Grande Arquiteto do Universo nos deu a missão de iluminar a humanidade e iniciativas como essa são um feixe de luz que algumas pessoas precisam para irradiar o mundo. Doar órgãos e dar uma nova chance para outro e sobretudo para nós mesmo”, disse Albert.

A atleta fisiculturista, Leane Teles, que mesmo não sendo funcionária da instituição, se prontificou em participar da ação por entender que essa é uma campanha que vai além da conscientização, é uma questão de amor. “A vida é muito bonita pra permitirmos que pessoas deixem de vivê-la. Precisamos sim doar os órgãos quando a vida deixar de brilhar para alguns”, disse a atleta.

A funcionaria do Sesc, Erotildes Gadelha, considera a campanha muito importante. “Depois que morremos não vamos mais precisar de nada, então temos que doar mesmo. Ao doar nossos órgãos é um modo de continuar nossa vida em outra pessoa. Uma parte de nós continuará viva. Então por isso que estimulo e divulgo essa campanha. Nossos familiares precisam saber, que quando pararmos de viver tem esse desejo”, comentou.