Pagando pelos “MSN’s” – Jornal A Gazeta

Pagando pelos “MSN’s”

Ninguém pode negar que os programas de relacionamento, entre eles os mais famosos são o MSN e o Twitter, vie-ram para revolucionar a forma de se comunicar neste novo milênio. Certo ou errado, parte dos empresários começam a se incomodar com o tempo que seus funcioná-rios passam se “relacionando”, deixando de produzir, ou melhor, trabalhar.

Matéria divulgada no G1, titulada “Empresa pode vigiar tudo que funcio-nário faz no computador do trabalho” coloca em xeque a particularidade do indivíduo na internet. Isso, é claro, en-quanto estiver no computador de seu trabalho, segundo advogados consultados na reportagem e, pelo menos para essa parcela fanática, o mais perigoso: pode resultar em justa causa.

A possibilidade de justa causa, a invasão da privacidade, a perda de tempo em conversas, são alguns temas que devem ser melhor estudadas, até mesmo por que a Legislação Brasileira já nasceu “caduca”, quando se fala em informática. Existem os especialistas que defendem que o empregador pode vistoriar o que está sendo feito no computador do trabalho, mas existem aqueles que devem a privacidade, mesmo que banal.

O certo é que é preciso especificar no contrato de trabalho que o computador está sendo monitorado, através de um dos vários programas de mo-nitoramento que existem no mercado. O certo é que empresas que vivem da comunicação, a exemplo dos jornais, necessitam de um meio de intercâmbio entre seus funcionários e as fontes. Mas até onde é a fonte e quando começa o bate-bate que atrasa o trabalho nas redações e repartições de trabalho?

Esse com certeza essa indagação é o que vem motivando empregadores a tomarem atitudes drásticas nos “seios” de trabalho. O percentual de pessoas que tem e-mail, MSN e Orkut é bem maior que as alfabetizadas, segundo estatísticas do famoso Google (que significa: pergunta burro que eu te respondo, nem que seja errado).

Como toda e qualquer “arma”, os novos meios de comunicações são bombas atômicas nas mãos de crianças. Muitas utilizadas de forma correta, outras servem até mesmo como mecanismos de pesquisa de marginais para verificar o perfil de suas futuras vítimas. Exemplo disso vem ocorrendo em outros estados.

Eu, como qualquer semi-analfabeto da informática, utilizo o básico destes instrumentos essenciais no cotidiano, principalmente para a nossa classe, a de informar, todos com os dead lines amarrados no pescoço.

Ramiro Marcelo é jornalista.
ramirombf@gmail.com..

 

 

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