Especialista em cardiologia e inteligência artificial destacou como a inovação pode fortalecer a assistência à saúde sem substituir a relação entre profissionais e pacientes
O Senac Acre promoveu a palestra "Tecnologia e Humanização: Novas Perspectivas para o Cuidado em Saúde", reunindo médicos, enfermeiros, estudantes e demais profissionais da área para discutir os impactos da inovação tecnológica na assistência à saúde. Ministrado pelo cardiologista Dr. Marcelo Ferraz, doutor em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e cardiologista clínico pelo Instituto Dante Pazzanese, o encontro ocorreu na sexta-feira,17, no auditório do Senac Bosque, em Rio Branco.
Durante a palestra, o especialista abordou as transformações provocadas pela inteligência artificial na prática clínica, destacando que os avanços tecnológicos devem caminhar lado a lado com o cuidado centrado no paciente e os princípios da bioética. A programação também promoveu reflexões sobre os desafios e as oportunidades que surgem com a incorporação dessas ferramentas nos serviços de saúde.

Ao avaliar a receptividade do público, Dr. Marcelo Ferraz destacou o engajamento dos participantes e a troca de experiências proporcionada pelo evento. "A gente vê pessoas que têm um interesse vocacional fantástico, uma participação calorosa dos alunos. Foi uma experiência emocionante. A gente que costuma dar aula há 30 anos realmente se renova com uma plateia como essa. Gostei demais de estar aqui em Rio Branco", afirmou.
O avanço de prontuários eletrônicos, algoritmos de inteligência artificial e da medicina de precisão tem transformado consultórios e hospitais em todo o mundo. No entanto, a palestra proposta pelo Senac Acre buscou provocar uma reflexão de como utilizar essas inovações sem perder a essência do cuidado humano.

Para a participante Évelyn dos Santos, a palestra detalhou o funcionamento atual dos algoritmos e os próximos passos da automação nos consultórios. " o doutro Marcelo conseguiu expandir e explicar a forma de como será a IA no futuro, como ela é atualmente e os desafios que a gente tem na saúde. Vai ser uma ferramenta de suma importância no diagnóstico, no cuidado do paciente e na relação do médico e paciente. Só que nunca vai substituir um médico", avaliou